Atividade cerebral, batimentos cardíacos, sudorese, eletromiografia, expressões faciais… Em nosso blog já falamos sobre diversas medidas que podem ser usadas para estudar o comportamento humano, mas o que vocês acham da linguagem corporal? E se a linguagem corporal fosse reproduzida por robôs? Leia o resto desse post »
O corpo fala… nos robôs também!
23 de março de 2012Mecanismos neurais na detecção de propagandas enganosas.
16 de março de 2012
A todo momento somos submetidos a uma série de propagandas que tentam nos convencer a comprar um determinado produto ou a adotar algum tipo de idéia ou conceito. Contudo, nem sempre elas contêm informações totalmente verdadeiras sobre o que está sendo vendido e muitas vezes somos levados a comprar um produto que não possui todas as características anunciadas e ficam muito abaixo das expectativas geradas. Então, como será que nosso cérebro reage quando nos tentam nos enganar? Leia o resto desse post »
Série “Técnicas da neurociência aplicadas no neuromarketing”: Expressões faciais (eletromiografia)
12 de março de 2012Todo mundo sabe que diferentes expressões faciais podem dizer muito sobre nós e sobre quem está à nossa volta. Analisando o rosto de alguém, somos capazes de dizer se esta pessoa está triste, feliz, calma, preocupada, cansada, dentre outros estados emocionais que experimentamos todos os dias. Esse fato é tão marcante e preservado durante a evolução das espécies que Charles Darwin, em 1872, escreveu um livro chamado “A expressão das emoções nos homens e animais”, onde ele sugeriu que, no geral, os mamíferos revelariam suas emoções através de suas faces. Desde então, técnicas e métodos que procuravam mensurar a atividade dos músculos do rosto foram desenvolvidos. Um deles é a eletromiografia (EMG) facial, que consiste em detectar a atividade muscular através de sensores colocados em determinados locais da superfície da pele, acima dos músculos faciais. Leia o resto desse post »
Série “Técnicas da neurociência aplicadas no neuromarketing”: Eletrocardiografia
5 de março de 2012
O sistema cardiovascular é essencial para a manutenção da vida e seu estudo tem uma grande aplicação prática no campo da psicofisiologia e do neuromarketing. Isto acontece porque alguns de seus parâmetros, como a frequência cardíaca e a pressão sanguínea podem ser facilmente observados e quantificados. Além disso, este sistema é submetido ao controle do sistema nervoso central e periférico e a influências de moléculas presentes no sangue, tornando-o altamente susceptível a mudanças comportamentais que refletem alterações que o organismo sofre quando exposto a situações favoráveis ou desfavoráveis no ambiente.
O sistema cardiovascular é composto basicamente pelo coração, que é o grande responsável por bombear sangue para todo o corpo, e de vasos sanguíneos, que distribuem o sangue rico em nutrientes e oxigênio para todos os órgãos. O coração é formado por quatro câmaras, duas de cada lado, chamadas de átrios e ventrículos. Os átrios recebem sangue proveniente dos vasos sanguíneos e os ventrículos bombeiam o sangue para fora do coração pelas artérias. Ambos os tipos de câmaras são conectadas eletricamente por um sistema condutor que coordena a contração ventricular logo depois da contração atrial.
A atividade elétrica cardíaca é mensurada através da eletrocardiografia. Este método utiliza sensores para detectar as diferentes mudanças no campo elétrico que acontecem durante o ciclo cardíaco, composto pela diástole (relaxamento do músculo cardíaco) e sístole (contração do músculo cardíaco). Em um eletrocardiograma (ECG) é possível observar diversos momentos da atividade do coração durante o ciclo cardíaco, e por isto o ECG é amplamente utilizado para diagnósticos do coração.
Um dos parâmetros que podem ser aferidos a partir do ECG é a frequência cardíaca, que é expressa normalmente pelo número de batimentos do coração que acontecem a cada minuto. A freqüência cardíaca é capaz de indicar uma ativação geral do sistema nervoso autônomo, responsável por controlar nossas reações corporais involuntárias. Quando somos expostos a situações onde é necessária uma demanda energética maior, nosso coração bate mais forte e mais rápido. Estas situações são claramente verificadas quando fazemos atividade física, mas também quando sofremos impactos emocionais (lembre do último grande susto que você sofreu).
Outro fenômeno ligado à mensuração da frequência cardíaca é a oscilação que a mesma sofre em intervalos regulares de tempo, fenômeno conhecido como variabilidade da frequência cardíaca (VFC). A VFC foi primeiramente descrita como sendo um epifenômeno da integração cardio-respiratória. Toda vez que fazemos uma inspiração, a frequência cardíaca aumenta, e toda vez que fazemos uma expiração, a frequência cardíaca diminui. Estas variações são controladas por diversos fatores, sendo o braço parassimpático do sistema nervoso central, aquele que detém maior influência na VFC, e por isso este parâmetro está relacionado também a alterações de estado psicológico. Por último, outro parâmetro cardiovascular que é utilizado em pesquisas psicofisiológicas é a pressão sanguínea, que além de sofrer alterações em situações de demanda energética – como nos exercícios físicos – é também modulável por situações que contenham alguma relevância emocional.
Diversos estudos têm demonstrado como situações psico-sociais diversas afetam as respostas cardiovasculares, relacionando a mensuração da resposta cardiovascular como um parâmetro de aferição de estados neurobiológicos. Por exemplo, a desacelaração dos batimentos cardíacos foi encontrada quando pessoas viam imagens avaliadas como desagradáveis. Outros resultados mostraram que pessoas com maior variabilidade da freqüência cardíaca possuíam melhor desempenho em testes de memória. Por último, a relação entre a resposta cardíaca e comportamentos de tomada de decisão durante a avaliação de propostas econômicas vantajosas ou desvantajosas foi investigada e encontrou-se que, antes de uma proposta desvantajosa e injusta ser rejeitada, ocorria uma maior desaceleração da freqüência cardíaca, comparando com a situação que uma proposta vantajosa e justa era realizada, indicando que a resposta do sistema cardiovascular poderia predizer a tomada de decisão em situações desagradáveis.
O uso da eletrocardiogarfia pode nos fornecer dados bastante informativos acerca dos processos psicofisiológicos que acontecem em resposta a várias situações do dia-a-dia, sendo altamente aplicável em estudos que investigam as respostas comportamentais dos consumidores. Isto já tem sido realizado por algumas empresas de neuromarketing, que agregaram este tipo de tecnologia ao seu arsenal de técnicas de análise implícita dos consumidores.
Até o próximo post!
Equipe Forebrain
O eye-tracking na investigação da eficiência de campanhas públicas de saúde.
2 de março de 2012
Campanhas de saúde desempenham um papel muito importante na sociedade por incentivar a adoção de hábitos de vida mais saudáveis. Porém, vivemos em um mundo onde somos bombardeados diariamente por milhares de anúncios e propagandas e, com isso, tais campanhas possuem a árdua missão de se destacar dentre as demais. Desenvolver ferramentas que possam quantificar a atenção capturada por um determinado anúncio pode ser uma medida importante para a mensuração de sua efetividade. Quanto mais as pessoas percebem uma determinada campanha publicitária, melhor a mensagem veiculada será percebida e maior será sua influência no comportamento. Leia o resto desse post »

